Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

"A vida fragmentada"

Não sei se os meus fagmentos se incluem na noção conceptualizada pelo Sr. Bauman mas que esta manhã tem sido assim, lá isso tem.

Um cano da casa-de-banho entupido. Inundação, ligeira, mais quand-même..., dispensava-a. Duche, népias.

Mãos à obra de bicha desentupidora em riste. Em fundo, 'Bach em Brandenburgo', e penso: 'isto de desentupir canos ao som de Bach, dá logo outro sainete à coisa'.

Toca a campainha (10h da manhã) e lá tenho de interromper a nobre tarefa. É o estafeta que vem entregar a encomenda da Amazon. Mal espero para abrir o pacote. Está tudo como pedi: as cidadanias, a participação democrática, a crise da cultura, o declínio das instituições. Encosto-os a um dos rectângulos desocupados da secretária. Vão ter de esperar.

Regresso à minha tarefa, um dos fragmentos da minha manhã. Agora já o Bach foi substituído por Mozart, mas o sainete é o mesmo (ou quase).

Regresso à minha tarefa e concluo-a com êxito. Caminho desimpedido para a aguinha passar.

Não sei se os meus fagmentos se incluem na noção conceptualizada pelo Sr. Bauman mas que esta manhã tem sido assim, lá isso tem.

2 Pós alheios:

Paulo disse...

Mal comparado, é como passar a ferro ao som de "Tristão e Isolda".

Cristina Gomes da Silva disse...

Pois é, ah, pois é. Nem duvides. Só que mais enervante. :-))