Terça-feira, 15 de Março de 2011

Suspensão

Custa-nos tanto, mas tanto, chegar aqui e deixar o letreiro: Fechado por motivo de obras.
Só que as obras não são por aqui. São outros estaleiros que precisam de atenção redobrada e a mão-de-obra escasseia.
Prometemos voltar, mas não sabemos quando.


Deixamo-vos, no entanto, mais uma para o caminho. Até um dia.



Quarta-feira, 9 de Março de 2011

Sábado, 5 de Março de 2011

‎3 anos sem cigarros!

Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

"A vida fragmentada"

Não sei se os meus fagmentos se incluem na noção conceptualizada pelo Sr. Bauman mas que esta manhã tem sido assim, lá isso tem.

Um cano da casa-de-banho entupido. Inundação, ligeira, mais quand-même..., dispensava-a. Duche, népias.

Mãos à obra de bicha desentupidora em riste. Em fundo, 'Bach em Brandenburgo', e penso: 'isto de desentupir canos ao som de Bach, dá logo outro sainete à coisa'.

Toca a campainha (10h da manhã) e lá tenho de interromper a nobre tarefa. É o estafeta que vem entregar a encomenda da Amazon. Mal espero para abrir o pacote. Está tudo como pedi: as cidadanias, a participação democrática, a crise da cultura, o declínio das instituições. Encosto-os a um dos rectângulos desocupados da secretária. Vão ter de esperar.

Regresso à minha tarefa, um dos fragmentos da minha manhã. Agora já o Bach foi substituído por Mozart, mas o sainete é o mesmo (ou quase).

Regresso à minha tarefa e concluo-a com êxito. Caminho desimpedido para a aguinha passar.

Não sei se os meus fagmentos se incluem na noção conceptualizada pelo Sr. Bauman mas que esta manhã tem sido assim, lá isso tem.

Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011

Sábado, 5 de Fevereiro de 2011


'Veggie Love': PETA's Banned Super Bowl Ad

Na minha cidade

Desço a rua num passo apressado (o costume, ultimamente). O toque de entrada na escola da menina pequena está quase, quase a estalar. Pede-me que abrande. Seguimos lestas mas menos afogueadas. Chegamos em cima do toque. Sorriso trocado e cúmplice de quem ganha pequenas coisas: um segundo. Tomo café e regresso a casa. Começo a subir a rua e à minha frente seguem dois homens com um vagar inesperado na cidade. Um idoso outro mais jovem. O jovem tem a tarefa matinal de varrer as ruas - deve ter uma modernaça designação de Técnico de higiene urbana em pequena escala, ou qualquer outra coisa parecida - o velho deve estar reformado e saltou da cama cedo para ver o sol nascer - na velhice não precisamos de dormir tanto, dizem. Seguem lado a lado em conversa calma. O jovem, de vassoura na mão, empurra um contentor sobre rodas e diz ao velho "agora tenho de virar aqui" fazendo menção de se despedir do companheiro de rua. O velho, de mãos nos bolsos, ainda hesita mas acaba por decidir "vou contigo e faço-te companhia até lá adiante". Dou-me conta de que abrandei o passo, perdida e achada naquela conversa banal, e fico a pensar nestes encontros improváveis em meio urbano. Mas digo-vos que não tinham nem um semblante carregado nem pareciam transportar solidões varridas na rua. Apenas conversavam como dois amigos ao sol da cidade que hoje nos saúda quente a aconchegante. Hoje olho a cidade com olhos de trazer por casa, com o bairro como horizonte.

Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011

Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011

Saída do nevoeiro: "Plagiando, passo a citar"

É sempre por volta de Janeiro que dou corpo a uma saga chamada "correcção de recensões críticas". A entrega é feita antes das férias de Natal e aqueles dias entre o natal e o ano novo são passados a arrepelar os cabelos e a deixar crescer a vontade de estrangular (simbolicamente, claro) tal torrente de apropriações indevidas de palavras e ideias de outros que não os autores identificados nas folhas de rosto dos trabalhos que me chegam às mãos.

A seguir segue-se o confronto, a negação, o estrebuchar típico dos culpados que negam as evidências. Às vezes julgar-me-ia num qualquer episódio de CSI, comigo no papel de Horatio. Quase sempre o desfecho da acção, o climax máximo acontece quando eles assumem que, sim senhora, plagiaram porque estava muito bem escrito e eles não tinham palavras próprias de melhor qualidade para dizer o mesmo. Raramente o resultado é diferente da exclusão da avaliação contínua e do encaminhamento direitinho para o "cadafalso" chamado Exame Final. Não raro faltam ao exame, órfãos que estão das inspirações alheias. Ora, numa destas sessões de correcção, apareceu-me esta frase magnífica que dá título a esta nota e que denota bem o completo alheamento dos estudantes relativamente ao que está em causa.

Costumo dizer-lhes que prefiro um trabalho trapalhão e atrapalhado mas feito por eles (porque só assim a avaliação poderá cumprir o seu papel formativo) a um trabalho perfeito mas que foi feito por alguém desconhecido, que não foi meu aluno e que não faz sentido ser eu a avaliar.

Mas, hoje de manhã, na leitura habitual das sextas-feiras do suplemento ípsilon, do jornal Público, que leio eu? Que Patrick Poivre d'Arvor, jornalista conhecido lá pela Cidade das Luzes, e não só, autor de um livro (a editar brevemente) sobre Ernest Hemingway, tinha plagiado cerca de 100 páginas de um outro livro sobre o autor d'O velho e o mar (um dos meus preferidos).

Bom, a gente até sabe que a história da literatura, e não só, conta com algumas estórias destas, mas não cai bem, sei lá! E não venham com o argumento de que foram visitados em sonhos por vozes alheias que lhes sopraram o que escrever.

Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011

Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010