02 Julho, 2009

Controlo-me para não dizer palavrões ...



A "classe" política a "valorizar-se" ...
CHIÇA!

01 Julho, 2009

Algazarra

É só esta palavra que me acode ao espírito quando penso no estado deste país. Gritam, acusam, desmentem, recriminam, denunciam, torturam, dizem coisas, pensam nada, agitam-se como num estertor, tentando salvar não sei que jóias. Muito ruído, muita barulheira, pouca serenidade, pouco sentido do que é essencial. Desolador, desolador. Desolada estou.

zOdiac



Um dos filmes que mais me
impressionou nos últimos anos ...

Já o vi 3 vezes.
Do Sr. David Fincher ...

Quem planta ventos ...

... colhe tempestades ...

27 Junho, 2009

Dead can Dance :: Host of Seraphim

26 Junho, 2009

The Stone Roses :: I wanna be adored



Para os fans dos Stone Roses (como eu)
um momento histórico no Haçienda em 1989.
E sim, com Ç.

The Stone Roses :: Bye Bye Badman

25 Junho, 2009

Onze anos quase doze

Olho-a e já não encontro vestígios do seu corpo de menina. Foram ficando no tempo que passou, por ela e por mim, nestes onze anos quase doze.
Olho-a em silêncio enquanto se estira na areia da praia e recolho-me imaginando a mulher que poderá vir a ser. Não tenho memória do meu corpo quando tinha a sua idade mas acho que não o senti desta forma gloriosa e apaziguada como ela o sente. Felicidade dela e minha porque poderemos viver este amadurecimento de uma forma mais serena, com menos tabus, com menos sofrimento, com menos culpa.
Olho-a e já não encontro o seu corpo de menina. Foi ficando no tempo que passou. Por ela e por mim.

Baratas-faladoras

São amigas mas zangam-se muito. A temperança que há-de chegar com a idade, ainda tarda. Passaram a tarde juntas. Levei-as ao jardim e a lanchar. Não sei onde vão buscar tanta energia. Falam sobre tudo sem se cansarem. Como se falar muito e muito depressa as ajudasse a crescer. Se calhar ajuda. Digo-lhes a brincar "Caramba, que falas-barato vocês me saíram". Riem-se muito sem perceberem bem o que acabaram de ouvir, os cinco anos ainda são curtos para tantos significados.
Separam-se à hora do jantar. Hão-de rever-se na escola no dia seguinte.
Ao adormecer a C. pergunta-me: "Mãe, porque nos chamaste baratas-faladoras há bocadinho no jardim?" Adormecemos a rir. É bom adormecer a rir.

24 Junho, 2009

Caetano, porque sim

Hoje veio-me assim uma vontade de ouvi-lo. Pelos vistos, a ela também.

22 Junho, 2009

Antonio Vivaldi



Sandrine Piau ::
In Furore Justissimae Irae

21 Junho, 2009

Cartas

Agradeço-te a frequência com que me escreves, pois é esse o único meio de que dispões para vires à minha presença. Nunca recebo uma carta tua sem que, imediatamente, fiquemos na companhia um do outro. Se nós gostamos de contemplar os retratos de amigos ausentes como forma de renovar saudosas recordações, como consolação ainda que ilusória e fugaz, como não havemos de gostar de receber uma correspondência que nos traz a marca autêntica, a escrita pessoal de um amigo ausente? A mão de um amigo gravada na folha da carta permite-nos quase sentir a sua presença – aquilo, afinal que sobretudo nos interessa no encontro directo.” Séneca, Cartas a Lucílio, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2007, pp.136

Leio estas linhas e actualizo-as para mim. O correio electrónico e o SMS serão os substitutos post modernos das cartas manuscritas. Todo um sistema que se assegura mais rápido, mais eficaz, mais in, mais indispensável, mas também mais inodoro, mais impessoal, mais estandardizado. Os vários tipos de letra postos à nossa disposição nos PC’s condicionam necessariamente as nossas escolhas, mais, impõem-nos uma escolha. Todos os dias escrevemos mensagens, a amigos, a conhecidos, a desconhecidos, mas eu não saberia reconhecer a caligrafia de grande parte das pessoas com quem me correspondo e de quem me sinto próxima. E não saberia reconhecer porque não a conheço. O correio electrónico ou o SMS também não nos revelam os estados de alma testemunhados por uma escrita mais titubeante ou por uma carta mais lacónica. As cartas que nos chegam à caixa do correio são exclusivamente o sinal das nossas relações comerciais, monetarizadas, impessoais, descartáveis. É com algum desprazer que guardamos tais cartas, não as relemos, não buscamos num e noutro momento novas revelações, novas interpretações do que foi escrito.
Já não esperamos pelo carteiro. Deixámos de esperar pela volta do correio. Talvez porque deixámos de saber esperar. Aquilo que hoje nos move é a satisfação imediata do desejo, o impulso, o imediato. Assim, sem fruição, sem projecção, sem tempo nem espaço de permeio, sejam imaginados ou reais. O prazer da escrita, o prazer da leitura do Outro, a tentativa de adivinhar o que se esconde por debaixo de uma palavra rasurada. O que o Outro queria escrever, a hesitação, a correcção e a decisão final. O correio electrónico é escrito sem mácula, sem rasuras, sem odores, com menos marcas humanas.
Sentir a presença do outro na carta por ele escrita, vestígios físicos do outro numa carta manuscrita, rasuras e nódoas de café, manchas de lágrimas que testemunharam uma emoção mais forte num dado passo do escrito, pétalas de flores ou folhas perfumadas, são demasiados sinais humanos neste veloz tempo pouco humanizado em que vamos gastando os nossos dias.

Antonio Lucio Vivaldi



Andreas Scholl :: Vivaldi :: Cum dederit dilectis suis somnum

20 Junho, 2009

Home :: Armand Amar & Sandrine Piau :: Cum Dederit



Armand Amar; Sandrine Piau

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Bom fim-de-semana

Anda o tempo arredado de mim. Ora corre, ora rodopia mas nunca pára. E eu, na tentativa de o apanhar também não paro. Tenho um tempo que se escoa e que não tem parado por aqui. Para deixar algumas frases alinhadas é preciso tempo, para dizer alguma coisa aos outros é preciso tempo. Vou passando, vou lendo, vou pensando mas sem tempo para vir aqui partilhar o que sinto e penso.
Hoje acordei cedo apesar de a noite de sono ter sido curta. Aproveito a calmaria da casa que ainda anda estremunhada e deixo duas sugestões de leitura e uma de escuta para o fim de semana.
Uma das leituras vem aconselhada pela Ana Cristina e eu corroboro inteiramente. Há muito que não via a sordidez olhada com tanta beleza. Li-o de um fôlego, como há muito não me acontecia.
A outra é virtual, mas gosto de entrar neste mundo todos os dias.
A escuta será da voz de Graça Vasconcelos que hoje lerá alguns poemas do meu amigo Zé. Finalmente o livro.
Bom fim-de-semana.

18 Junho, 2009

Jeff Beal :: Carnivàle



Uma das melhores séries
para tv que alguma vez vi.
A banda sonora está à altura
e é do senhor Jeff Beal

Pulusha :: Isolation (1997)



Nota: Pulusha :: Isolation (1997)
Coloquei o vídeo muito pequeno pq
é do Funeral da Princesa Diana.
Não consegui encontrar outro vídeo
online com este tema desta banda ...

17 Junho, 2009

16 Junho, 2009

Mogwai :: Cody

10 Junho, 2009

Brilhante!